segunda-feira, 30 de abril de 2007

Madrugada em mim

A noite parece perdida. Sem rumo, sem vontades, sem destino. O vento traz-me um sussurro leve. As estrelas murmuram nos meus ouvidos. Os meus olhos fixam-se na imensa luz da lua. A única certeza que tenho, é que sou eu, eu mesma. Dizer-te que estou aqui, será suficiente?! Mais perto de mim, um desejo invade o meu pensamento."Felicidade". No meio das mtas faltas que se escondem em mim, sinto uma, aqui e agora. A tua... O pano fino que percorre o meu corpo, parece que se desfaz. Frio. E se eu mudasse todas as minhas vontades, continuaria a ser, aquilo que sempre fui?! Perguntas... Sinto a brisa de um anoitecer rastejando pela janela. Passam automóveis, pessoas que caminham como que apressadamente. Um barulho silencioso não me deixa adormecer. Apaga-se a luz. O meu respirar surge calmamente, como se estivesse a nascer neste momento. Por uns largos minutos, a minha presença torna-se ausente... Adormeci a pensar nele.Vi-o logo de seguida. Sonho. Se eu soubesse que ele existia, talvez nunca teria acordado.

2 comentários:

Ana Pinho disse...

Talvez essa felicidade seja inalcançável... porque a felicidade não é a meta: é o caminho! Lembras-te desta citação?

Não procures alcançar a felicidade, procura antes vive-la (ao máximo) em cada momento feliz!

Um Beijo.

Anónimo disse...

Descrita assim, a madrugada tem um grande efeito em ti. A felicicdade é algo que vem devagar, devagarinho, mas ela chega.
Beijo