sexta-feira, 1 de junho de 2007

Ser Criança

A Criança é um pequeno e frágil ser. Quer ser feliz, descobrir o mundo em que se encontra e compreender o adulto. Compreender sobretudo, a forma como implora a paz, e, ao mesmo tempo, cria o desentendimento, a guerra.
Ser Criança é saber voar. Ter a liberdade, um sonho, uma nova esperança. Sorriem a toda a gente, não importa a raça ou a cor da pele. Para elas, não há distinção para quando se quer brincar, para um tempo de diversão.
O mundo é, talvez, de fantasia. Ontem fui boneca, hoje sou menina, amanhá serei uma mamã com muitos filhinhos para criar. Jogamos às escondidas, saltamos à macaca, fingimos ser um grupo musical bastante conhecido, e agora... sou uma professora, vou explicar-vos as diferentes profissões. "O que queres ser quando fores grande?" Bailarina? Pintora? Médica? Ou simplesmente sonhadora? ... Perguntem-lhes.
Vagueiam pelo "faz de conta", com um sorriso matreiro, que habitualmente só se encontra naqueles rostinhos pequenos. Riem, saltam, descobrem e aprendem, divertem-se com as coisas mais simples, mais insignificantes que possam existir. Ilustram os desejos, os medos, os sonhos menos bons, sempre com cor, muita cor. Sentem as coisas de uma forma diferente. Cada dia é um começo para se ser feliz, é uma sensação de alegria constante. Sem stress nem preocupações, afinal, ser criança é assim.

A essência deste dia não faria qualquer sentido, se não parássemos um bocadinho para reflectir, acerca daquilo que fomos. Eu recordo a minha infância, e no fundo, sinto imensas saudades desse "bom tempo", como eu costumo dizer. Sinto falta daquelas brincadeiras que tinha, dos imensos amigos que consegui fazer num instante, e tenho acima de tudo saudades daquele mundinho, da forma como eu sorria sem fazer qualquer tipo de esforço. Apenas sentia uma enorme alegria de viver, não havia regras, não havia a acumulação de stress que hoje há. Recordo-me perfeitamente da pergunta que me questionava a mim própria: "Quando chegará aquela fase que me falam? A fase em que eu serei mais independente e farei as minhas próprias escolhas, quando?" Hoje a pergunta inverte-se: "A partir de que momento, é que eu adquiri essa tal independência? A partir de que altura que os meus pais "deixaram de ser pais", pelo menos da forma como eram antes?"... Fico um pouco desanimada, ao saber que à medida que vamos crescendo e adquirindo o estatuto físico de 'mulher' ou de 'homem', as coisas modificam-se de uma maneira absurda, não só em relação aos pais, mas também em relação à nossa própria posição na sociedade. Com tudo isto, apenas queria dizer, que, dentro de nós, ainda existe a criança de há uns anos atrás, e é importante soltá-la cá para fora, pelo menos de vez em quando.

Sorriem muito, Brinquem bastante!

E se neste momento, me perguntassem: "O que queres ser quando fores grande?",eu responderia com uma certeza repentina: QUERO SER SEMPRE PEQUENINA...

3 comentários:

Ana Pinho disse...

Ser criança...


... talvez inda o venha a ser outra vez!
Tudo era tão perfeito... tão perfeito!

Beijo.

Anónimo disse...

Sabes bem como te entendo, como também tenho saudades desse tempo, em que tudo era feito de castelos de espuma. Mas, o tempo vai e não volta. Fica a saudade e a convicção de que esses tempos e, sobretudo, essas meninas, nunca serão esquecidos.

Beijo.

FIFI disse...

Por acaso estava numa conversa com o meu pai e ele tinha k preencher uma declaração kkl e pergt a idade, e com o passar do tempo tem sido tão rapido ja pensava k tinha 21 e ainda mal 20 tenho...lololol...mas a verdade é k ja algum tempo tenho andado a relembrar kd era criança(aki a dias ate m lembrei kd comia tuli creme e obriguei a minha mãe comprar),brincadeiras, liberdade, traquina....Ja pareço velhote mas agora k vou fazer 20 nop m importava d parar por aki.. Mas sem duvidas k kd somos pekenos keremos ser grandes e kd somos grandes keremos ser pekenos, a vida é mesmo assim!
beijo